#Women International Day
Grandes cantoras de synthpop
2. Alison Moyet
Extensão vocal: Soprano
Carreira/afiliações: The Vandals, Yazoo, solo
Com sua voz poderosa talhada para o blues e tendo iniciado sua carreira em uma modesta banda de punk rock (The Vandals) em fins da década de 70, Alison Moyet alcançou o estrelato ao ousar uma parceria com os teclados de Vince Clarke, então recém-saído do Depeche Mode. Formava-se, assim, o Yazoo, um duo de breve duração, cujo trabalho culminou em apenas dois álbuns (82 e 83), porém dentre os mais experimentais, criativos e influentes do synthpop oitentista.
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Anos 80 é TDB: Blogagem coletiva - Solta o Som 2ª edição
P. S.: Esse texto foi escrito originalmente para o LiveJournal, mas devido a problemas no servidor interno do mesmo desde ontem que impedem toda e qualquer atualização, posto-o, a título provisório, aqui.
Esse post deve-se à blogagem coletiva Solta o Som, este ano em sua segunda edição, proposta por Vanessa do Fio de Ariadne, da qual resolvi participar por me servir de ótimo pretexto disciplinador da minha preguiça recente de escrever (mas tou preparando uma surpresa para vocês, meus fieis e parcos leitores, aguardem!), para compartilhar com vocês minhas preferências musicais, além de, claro, dar uma movimentada no blog.

Em relação à música, sempre estou ouvindo algum artista/banda oitentista, sobretudo new wave, post-punk e synthpop (este englobando uma das maiores vertentes da música eletrônica, aí incluídas as grandes bandas do gênero como Kraftwerk, Depeche Mode, New Order, Pet Shop Boys e Erasure, até hoje na ativa, precursores de não sei quantas outras vertentes e subgêneros, pioneiríssimos como o electronic hoje dificilmente consegue ser, tão vulgarizado e banalizado, suas raízes com o nicho alternativo/underground de que se originou representado por bandas como aquelas quase que totalmente perdidas), meus gêneros favoritos, que, pela proximidade de suas origens ideológicas e estilísticas, são geralmente circunscritos a um único movimento, de profunda renovação da música no final dos anos 70 (o new wave, representado inicialmente por Talking Heads, The B-52’s, Blondie, dentre outras grandes bandas, precursoras do que hoje se concebe de modo generalizado como rock alternativo, já nascendo como uma reação ao punk) e consolidado nos 80, denominado new wave & post-punk.
Embora guardassem várias diferenças entre si, visto ser comum naquela época uma banda discrepar extremamente de outra, estilisticamente, do mesmo gênero ou subgênero, dada a imensa diversidade de influências (e contrainfluências) da qual bebiam, aos experimentalismos, sobretudo nos arranjos, muitos usando e abusando dos sintetizadores e, consequentemente, derivando toda sorte de combinações e experimentações eletrônicas (em seu maior grau, representadas pelo synthpop), e à busca por inovações e originalidade, por uma identidade de fato, eram, conforme dito acima, gêneros parentes, repletos de similitudes que os agregavam mais que os distanciavam, definindo uma relação de boa convivência até hoje exemplar entre as diversas bandas e vertentes, a qual se refletia no comportamento dos fãs e, por conseguinte, comercialmente. A meu ver, a banalização mais ostensiva da música, o arrebatamento mais despudorado e uniformizante da música pela indústria cultural - até porque, então, esta já se encontrava bem mais forte, mais madura e agressiva, novas tecnologias surgindo e redefinindo a relação das gravadoras e também dos consumidores com os artistas, dentre outros fatores -, deu-se mesmo a partir dos anos 90, embora desde que o pop é pop ela já se esgueirava e prometia tal desfecho(?) Enfim, musicalmente os anos 80 são a minha década favorita, onde a quantidade e o entretenimento (afinal o new wave é superdivertido e em boa parte dançante, um dos gêneros reis das boates, além da própria música eletrônica propriamente dita, que se desenvolveu ao seu lado, como bons parceiros e trocando figurinhas), como em nenhuma outra, correspondeu de forma diretamente proporcional à qualidade.
Os álbuns mais ouvidos recentemente por mim (acho) são alguns de Depeche Mode, minha banda de música eletrônica prediletíssima, pra mim até hoje titãs do gênero, inclusive melhores que todas as outras também da Velha Guarda (vide Pet Shop Boys e Erasure), a meu ver, porque souberam “envelhecer” sem abrir mão de todo da identidade inicial oitentista, mantendo-se ainda pioneiros e grandes referências para todo o resto, inclusive para “rivais” suas (os próprios garotos da pet shop já confessaram a admiração que têm por David Gahan e companhia, e o quanto foram influenciados especialmente pelo álbum Violator, de 1990): Speak & Spell (o primeiro, de 1981, ainda com Vince Clark nos teclados e como compositor, que depois engataria o Yazoo por dois anos e se consolidaria como um dos Erasure, ao lado de Andy Bell), o Some Great Reward de 1984, o Black Celebration (talvez o mais gótico e sombrio da banda, o próprio título já o sugere) de 1986, o Music For The Masses (contém a que, de longe, é a minha música afetivamente predileta da banda, Strangelove) de 1987, e por fim, ou não, o Violator de 1990. Outras bandas também super-escutadas por mim no momento são Yazoo (não julguem precipitadamente pela carreira curtíssima, acima mencionada, porque o duo foi de fato engendrado como uma experimentação que durasse só o tempo suficiente para deixar sua marca, e que marca, tipo Os Tribalistas sabem? Tanto que até hoje é considerada uma das bandas de synthpop mais influentes e singulares, sobretudo pela combinação inusitada entre os teclados eletrônicos/sintetizadores de Vince Clark e a voz calcada para o blues da Alison Moyet), The Human League e Nouvelle Vague (esta uma banda contemporânea, mas com uma proposta musical estritamente ligada ao new wave), além de que ouvi bastante, até pouco tempo e até cansar, a trilogia oitentista de Alphaville (Forever Young de 1984, Afternoons in Utopia de 1986 e The Breathtaking Blue de 1989), também uma banda fodástica de synthpop.
Para mais detalhes, e com maior precisão, verifiquem meus indicadores musicais na sidebar (bem aí ao lado) do blog, meu perfil no Last.fm e o meme #30 bands in 30 days no meu Tumblr pessoal.
Depeche Mode - People Are People (1984)
Depeche Mode - Strangelove (1987)
Depeche Mode - Enjoy The Silence (1989, lançado como single em 1990)
Yazoo - Don’t Go (1982)





