Concordo plenamente com o Possenti e o posicionamento favorável do resenhista às propostas de sua obra: deveríamos deixar ”de lado o ultrapassado ‘certo/errado’ e partindo do pressuposto de que, o que existe é o ‘adequado/inadequado’. Sendo assim, ‘inadequado’ seria usar ‘nós vai’ em um ambiente formal, como também o uso de ‘Eles levar-te-ão ao campo de futebol’ num ambiente informal”. Sob essa perspectiva,só revolucionaremos o ensino da língua se, primeiramente, excluirmos “o ensino da gramática como ela é ensinada” e, por conseguinte, passássemos a “estudá-la inversamente proporcional à ordem apresentada das 3 gramáticas. Portanto, a mais estudada seria a gramática internalizada, seguida pela gramática descritiva, e por último a gramática normativa. Assim, se priorizaria a leitura, a escrita, a narrativa oral, o debate e todas as formas de interpretação. Diminuindo, consequentemente, o tempo para se aprender nomenclaturas, análises sintáticas e morfológicas”. Teríamos, então, um processo de ensino-aprendizagem de fato mais eficiente e estimulador da leitura e da consciência crítica, matando, assim, dois coelhos de uma cajadada só, pois lembremo-nos de que um dos maiores desafios pedagógicos da atualidade é o desenvolvimento de metodologias tão eficientes na apreensão do conhecimento pelo estudante quanto dinâmicas e responsáveis por uma formação crítica e política do mesmo enquanto cidadão.
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Uma crítica sensata à reportagem insensata (e marketeira) da revista Época.