Não há capas piores que as daqueles livros de Sabrina e afins, (sub)literatura da pior qualidade. Um caso em que julgar o livro pela capa é totalmente justificável, casamento perfeito entre estética da capa e da obra, de um mau gosto/kitsch profundo. Essa primeira arrolada me lembrou um pouco tais capas.
As capas da Martin Claret geralmente são ridículas (a de Alice no País dos Espelhos, então, é o cúmulo do kitsch), mas compro os livros da editora, a despeito disso e dos plágios, por serem mais baratos, abaixo da média dos mercados editorial e varejista, que sangram sempre que podem nossos bolsos bibliofágicos até os últimos estertores. Não vou ser hipócrita e dizer “abaixo a Martin Claret!” aqui, mas simpatizo com a causa de Denise Bottman, até porque ela foi alvo de um processo judicial praticamente repressor da liberdade de expressão e de ação contestadora por parte da editora, algo inaceitável num país que se diz democrático.
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