Incrível esse caráter atemporal, transcendental, dos clássicos, de retratar momentos e características das pessoas que sempre se adequarão a realidades futuras. Isso se deve ao fato de que grandes escritores (ou artistas, de modo geral) buscam o universal no meio em que vivem, são extremamente intuitivos e sensíveis, percebem aspectos e anseios dos semelhantes inerentes à nossa condição humana (ou que pelo menos nos atormentarão por um bom tempo, enquanto formos tão primitivos e aprisionados a uma precoupação excessiva com o material e o imediato, em detrimento do cultural e espiritual); e também porque, consequentemente, muitos desses mestres da literatura e de outras linguagens artísticas apreendem o oculto ou subjacente nas profundezas do ser humano, todos são um pouco pré-cursores de Freud (e alguns literalmente, como meu amado Shakespeare e meu idolatrado Dostoiévski, o que seria do cara do charutão se não fossem as ideias desses autores…), rsrs. Uma sensibilidade mais aprimorada, por exemplo, percebe sentimentos num simples olhar que a maioria não consegue; e eu, modéstia à parte, tou me dando bem em exercícios de prospecção psicológica, de uns tempos pra cá estou me descobrindo substancialmente intuitivo.
(…) a prolixidade é uma das minhas marcas registradas, rsrs.
Não sou materialista (no caso dos meus livros, sou obsessivamente zeloso a ponto de não emprestá-los pelo que eles representam e pelo medo da deterioração, não tanto pelo livro físico em si, embora confesse que sou apegado ao papel, amo cheirá-lo, tateá-lo… *contraditório?*), ou não ao nível de alienação. Não tenho muito apego a roupas (só não ando nu porque, enfim, assim é a nossa cultura), objetos (afora os livros, conforme ressaltei), não compro nada puramente pela marca, sou um crítico ferrenho do capitalismo, um esquerdista moderado/equilibrado (crítico da própria esquerda, tudo pra mim é retroalimentação, rs). Pra mim, dinheiro só é bom porque, no fim das contas e infelizmente, é impossível viver sem o maldito. E adoro comer, sou adepto da máxima “cheio meu bucho, dane-se o luxo”.
Quando qualquer um me vê na rua, já tá estampado na cara e na indumentária a marca: POBRE. E como não alimento ambições de ser rico ou milionário como tantos, quero é fazer meu curso de Letras, construir uma carreira acadêmica e profissional nesse sentido, ser escritor, tradutor e crítico literário, o que me dizem? “Além de pobre, você tem espírito de pobre”.
(…) o erotismo é algo mais e maior do que a cópula rotineira homem-mulher. O erotismo é insondável e ilimitado, anula as distinções entre um ser humano e outro, entre o que é certo e errado, entre amigos e estranhos, o erotismo é a força básica, primitiva, a própria libertação.
Nós precisamos testar nossas próprias profundezas, de vez em quando, mesmo que tudo nos pareça sombrio e assustador.
Os contos de fadas não são reais porque mostram que dragões existem, mas porque mostram que eles podem ser vencidos.
Aliens, o Resgate (Aliens/1986/Twentieth Century Fox) - James Cameron
Vencedor de 2 Oscars (Efeitos Visuais e Edição de Som). Primeira indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor atriz a Sigourney Weaver.
Sinopse: Depois de um sono de cinqüenta e sete anos, a única sobrevivente (Sigourney Weaver) de uma tragédia espacial descobre que o local onde tudo ocorreu com sua nave foi colonizado e, apesar das pressões, ela decide retornar para salvar as setenta famílias lá existentes.
Subvertendo (e mantendo) conceitos e recriando Ellen Ripley, James Cameron constrói uma obra diversa mas à altura da original. Nossa heroína revela (literalmente), com uma intensidade avassaladora, a guerreira inerente a toda mãe (+ aqui e aqui).
Alien, o 8° Passageiro (Alien/1979/Twentieth Century Fox) - Ridley Scott
Vencedor do Oscar de Melhores efeitos visuais
Sinopse: Nave espacial, ao retornar à Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteróide. Ao investigarem o local, um dos tripulantes é atacado por um estranho ser. Mas o que parecia ser um ataque isolado, se transforma em um terror constante, pois o tripulante atacado levou para dentro da nave o embrião de um alienígena, que não para de crescer e tem como meta matar toda a tripulação.
Ridley Scott conduz com maestria o clima de medo e tensão nesse horror travestido de ficção científica (+ aqui e aqui).
Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight/2008/Warner Bros. Pictures/Legendary Pictures) - Christopher Nolan
Vencedor de 2 Oscars (Ator coadjuvante: Heath Ledger e Edição de som), do Bafta e do Globo de Ouro (ambos de Melhor ator coadjuvante: Heath Ledger)
Sinopse (by adorocinema): Após dois anos desde o surgimento do Batman (Christian Bale), os criminosos de Gotham City têm muito o que temer. Com a ajuda do tenente James Gordon (Gary Oldman) e do promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart), Batman luta contra o crime organizado. Acuados com o combate, os chefes do crime aceitam a proposta feita pelo Coringa (Heath Ledger) e o contratam para combater o Homem-Morcego.
A obra-prima que elevou o patamar das adaptações cinematográficas de HQ à categoria de filmes “sérios”. Pela primeira vez no subgênero, os papeis de herói e vilão são questionados como tais e expostos como faces da mesma moeda (+ a partir daqui).





